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Regentes
Arturo Toscanini (1867 - 1957)
Nascido em Parma, Toscanini é considerado o maior regente da primeira metade do século XX. Começou a carreira substituindo um maestro no Rio de Janeiro, regendo Aida de cor. Seu estilo era austero, seguia a partitura (até certo ponto, pois nessa época todo regente burilava um pouco com a música).
Nos EUA, criaram uma orquestra especialmente para ele, a NBC Symphony. Suas gravações de Beethoven, de Berlioz, Brahms, de um repertório que ia, enfim, do clássico ao moderno, são até hoje respeitadas. Era sogro do pianista Vladimir Horowitz.
- Ludwig van Beethoven - Sinfonias Nº 5 e Nº 8 - Com a NBC Symphony.
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- Pyotr Tchaikovsky - Concerto para Piano Nº 1 / Johannes Brahms - Concerto para Piano Nº 2 - Com Vladimir Horowitz ao piano e a Sinfônica da NBC
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Wilhelm Furtwängler (1886 - 1954)
Enquanto Toscanini se solidificava nos EUA como o regente mais austero e rigoroso da época, Furtwängler era adorado na Europa pelo oposto. Seu estilo era relaxadão, ele mal ensaiava e, quando ensaiava, falava pouco. Era gentil e educado com seus músicos. Foi regente da Filarmônica de Berlim durante os anos do Nazismo, o que abalou sua reputação, mas consta que ele odiava o regime. Salvou alguns músicos judeus e suas famílias de irem ao campo de concentração. Regeu muita ópera e música romântica. Era também compositor. Não era um regente técnico. Às vezes fazia um gesto e 4 segundos depois a orquestra respondia.
- Richard Wagner - Música orquestral de óperas - Regendo a Filarmônica de Berlim
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Georg Solti (1912 - 1997)
Dotado de um talento absurdo, o húngaro Georg Solti trabalhou com a Filarmônica de Viena, com a Companhia de Ópera do Covent Garden e, mais adiante, com a Sinfônica de Chicago, com a qual seu legado gravado é inestimável. Regia desde ópera até Beethoven, Brahms, Bartók e Mahler. Também era pianista.
- Béla Bartók - Concerto para Orquestra - Solti regendo a Sinfônica de Chicago
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Herbert von Karajan (1908 - 1989)
Herbert von Karajan pedindo mais.
Karajan foi o maestro mais famoso da segunda metade do século XX. Talvez de todos os tempos. Pegou a Filarmônica de Berlim em 1954, com a morte de Furtwängler, e a transformou no conjunto mais popular do planeta. Era excelente no repertório germânico (Mozart, Beethoven, Schumann, Brahms) e música do começo do modernismo, como Honnegger, Stravinsky, Bartók, Debussy e Ravel. Dou ainda mais crédito a ele porque tentou emplacar, nos anos 80, uma clarinetista, Sabine Meyer na Filarmônica de Berlim numa época em que não se viam muitas mulheres em orquestras. Mas isso (junto com outras coisas) desgastou a imagem dele na orquestra, com a qual tinha contrato vitalício desde 1954. Gravou também com a Philharmonia, a Orquestra de Paris e a Filarmônica de Viena. E foi diretor do Festival de Salsburgo (cidade onde nasceu, na Áustria, conterrâneo de Mozart) e do de Bayreuth.
- Dmitri Shostakovich - Sinfonia Nº 10 - Regendo a Filarmônica de Berlim
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- Richard Strauss - Assim Falou Zarathustra - Com a Filarmônica de Berlim
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Otto Klemperer (1885 - 1973)
Klemperer era o regente da tradição alemã. É considerado o pai de definitivas gravações de Beethoven, Brahms, Bruckner, Mahler e até JS Bach. Era um regente lento e pesadão. A orquestra com que é mais associado é a Philharmonia de Londres, formada para ele. Regendo os Concertos de Beethoven com Daniel Baremboim ao piano, revela-se um ótimo acompanhante. Chegou a gravar o 4º e uns de Chopin com a Guiomar Novaes.
- Johannes Brahms - Um Réquiem Alemão - Com a Orquestra Philharmonia.
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Karl Böhm (1894 - 1981)
Karl Böhm subdominava a Europa na era Karajan, atrás deste. Também era especialista no repertório germânico. Seu Requiem de Mozart é muito bem quisto, embora eu considere indulgente demais. Em Beethoven e Brahms é fenomenal. Principalmente associado às Filarmônicas de Berlim e Viena.
- Ludwig van Beethoven - Concertos para Piano Nº 3 e Nº 4, com Maurizio Pollini ao piano e Böhm regendo a Filarmônica de Viena
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Eugen Jochum (1902 - 1987)
Um dos maiores intérpretes de Brahms de todos os tempos, Jochum trabalhou com orquestras como a Sinfônica e a Filarmônica de Londres, com a Sinfônica da Rádio Bávara e com as Filarmônicas de Berlim e Viena. Procure suas gravações das sinfonias de Brahms. As sinfonias de Beethoven também são gravações muito importantes. Ele pouco regeu de música moderna, indo geralmene até Bruckner, em que era especialista. É outro que se complicou no nazismo, ganhando popularidade durante o regime. Seus irmãos eram "nazistas fanáticos".
- Johannes Brahms - As Sinfonias - Regendo a Filarmônica de Berlim
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Antal Doráti (1906 - 1988)
Doráti é um dos meus regentes favoritos. Ele não deixava o som tão limpinho, preferindo uma certa rudeza, aspereza. Gostava mais de música moderna e regeu importantes gravações da Sagração da Primavera, de Stravinsky. Trabalhou com a Orquestra do Concertgebouw, com a Sinfônica de Minessota (Minneapolis) e a Sinfônica de Detroit. Sua discografia é uniformemente excelente. Foi o primeiro regente a gravar as 104 Sinfonias de Haydn.
- Igor Stravinsky - A Sagração da Primavera - Com a Sinfônica de Detroit
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George Szell (1897 - 1970)
George Szell foi para os EUA e transformou a Orquestra de Cleveland simplesmente no "instrumento mais afiado do mundo". Construiu a orquestra desde a base e a deixou como uma das Big Five americanas. Também era consistente, muito bom em um repertório vasto.
- Ludwig van Beethoven - Concerto para Piano Nº 5 - Com Leon Fleisher ao piano, e regendo a Orquestra de Cleveland
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Bernard Haitink (1929 - 2021)
Nosso querido Haitink morreu em 2021, aos 92 anos. Foi o principal transformador da música holandesa, trabalhando por décadas com a Orquestra do Concertgebouw. Era especialista em Bruckner e Mahler. Foi um dos mais festejados regentes de sua época.
- Claude Debussy - La Mer, Ibéria e Prelúdio para a Tarde de um Fauno - regendo a Concertgebouw
https://open.spotify.com/album/1EMwks4HLj5fEc0ULy2ej5?si=VhqIiqtOQ9CIAepFNM9CPA
Claudio Abbado (1933 - 2014)
O notável italiano que sucedeu Herbert von Karajan na Filarmônica de Berlim e surpreendeu a todos. Em 1989, os mais cotados eram Daniel Barenboim e Riccardo Muti. Até que os músicos, numa reunião que parecia que ia anunciar o novo papa, saíram com o nome dele. Antes, tinha trabalhado com a Sinfônica de Londres e com a Sinfônica de Chicago. No final de sua vida queria trabalhar com músicos jovens, da Orquestra Mozart, Orquestra Mahler e Simón Bolivar. Era muito versátil, regendo desde Bach até música moderna. E tudo muito bem.
- Johannes Brahms - Sinfonia Nº 2 - Regendo a Filarmônica de Berlim
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- Pyotr Tchaikovsky - Sinfonia Nº 6 "Pathétique" - Sinfônica de Chicago
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- Igor Stravinsky - O Pássaro de Fogo e A Sagração da Primavera - Com a Sinfônica de Londres
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Nikolaus Harnoncourt (1929 - 2016)
O pai (ou um dos) do movimento de interpretações históricas, com livros e tratados sobre como mover o arco nas cordas, como fazer uma espécie de respiração no fraseado e tudo. Regeu principalmente a Concentus Musicus de Viena, uma orquestra especializada em música barroca que tocava com instrumentos da época. Mas regeu orquestras modernas também, sendo muito elogiado por seu Dvořák com a Orquestra do Concertgebouw.
- Johann Sebastian Bach - A Paixão Segundo São Mateus - Regendo a Concentus Musicus de Viena
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Charles Mackerras (1925 - 2010)
O australiano Charles Mackerras era um colorista sonoro de primeira. Seu trabalho na República Tcheca é famoso. Regeu todas as orquestras que você imaginar, incluindo a Sinfônica de Sydney. Era bom em Mozart, Dvořák, Janáček, Tchaikovsky e muitos outros.
- Leoš Janáček - Sinfonietta e Taras Bulba - Regendo a Filarmônica de Viena
https://open.spotify.com/album/6Xti76tYgcTpl4fkn4WgtU?si=2PvRNNivSTSs1gElNNAN8Q
Rafael Kubelík (1914 - 1996)
Filho do violinista e compositor Jan Kubelík, o tcheco Rafael foi um dos mais respeitados de sua era. Seu trabalho é mais associado com a Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara, que regeu entre 1961 e 1979. Como é uma orquestra de rádio, muitos dos concertos eram gravados, e temos alguns registros magníficos. Mas ele será sempre lembrado pelo seu Dvořák.
- Antonin Dvořák - Sinfonias Nº 8 e Nº 9 - Regendo a Filarmônica de Berlim
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Sergiu Celibidache (1912 - 1996)
Se Klemperer era lento, o romeno Sergiu Celibidache era uma lesma. Pesado, monumental, elefântico até onde isso não cabia. Tudo que ele regia durava uns bons minutos a mais. Às vezes funcionava, porque dava a impressão de que a obra era um monumento. É muito conhecido por seu Bruckner. Eu tenho um preconceito com ele porque li a história de uma trombonista que ele teimava em não deixar se tornar 1º trombone só porque era mulher. São as coisas imperdoáveis da época. Sua orquestra era a Filarmônica de Munique.
- Anton Bruckner - Sinfonia Nº 4 "Romântica" - Regendo a Filarmônica de Munique.
https://open.spotify.com/album/1ro7ATGyJ0peq1UIGLeLvo?si=7-5qVeIAS8KjuJzxz8zQgg
Riccardo Chailly (1953)
Chailly é um regente ainda relativamente jovem. E o italiano é um talento. Excepcional intérprete de Stravinsky, ele também é especialista em Beethoven e Brahms. Suas principais orquestras são a do Concertgebouw, a do Gewandhaus de Leipzig e a Sinfônica da Rádio de Berlim. Com todas fez gravações de extrema importância.
- Johannes Brahms - Os Concertos para Piano - Com Nelson Freire ao piano e a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig.
https://open.spotify.com/album/0E7SxD7APEbclkjtimbfc5?si=GKXS9o8qSPqiOPEPOVYevg
- César Franck - Sinfonia em Ré Menor e Variações Sinfônicas - Regendo a Concertgebouw e com Jorge Bolet ao piano.
https://open.spotify.com/album/7B0raq6OwkRcE53V78y5OE?si=NhgtYCwBQiq5fqBK8WeuGA
- Igor Stravinsky - A Sagração da Primavera - Com a Orquestra de Cleveland
https://open.spotify.com/album/2yskaJYHG3dtY8hT5OJ9ge?si=63Zfc3mjRNaAD-bLgRFirg
(disco 2)
Zubin Mehta (1936)
O indiano Zubin Mehta deve ser um dos maestros mais famosos de hoje em dia. Foi dele a ideia dos "3 Tenores". Também fez um alarde quando juntou as Filarmônicas de Berlim e Israel num concerto. Mas além do talento para marketing, ele é um talento musical sério. Começou como contrabaixista. Sua orquestra é a Filarmônica de Israel, e vive regendo a Filarmônica de Viena.
- Gustav Holst - Os Planetas - Com a Filarmônica de Los Angeles
https://open.spotify.com/album/6Tyl0PfSo9hpB38SxbS3ao?si=HzNFarhZSFek0OMNV6VhbA
Seiji Ozawa (1935)
Ozawa é o mais famoso regente do Japão. Foi aluno de Karajan e de Eleazar de Carvalho. Rege engraçado, parece um samurai. Dia desses circulou um vídeo que dizia que ele estava com Alzheimer e Zubin Mehta o colocou para reger uma orquestra. Parecia uma criança. Acontece que ele não tem Alzheimer. Ele parece uma criança, mesmo. Samurai. Regeu todas as grandes orquestras, sendo muito associado à Sinfônica de Boston, mas atualmente se dedica à Orquestra de Câmara Mito e à Orquestra Saito Kinen, ambas do Japão.
- Ludwig van Beethoven - Sinfonia Nº 1 e Concerto para Piano Nº 1 - Regendo a Orquestra de Câmara Mito, com Martha Argerich ao piano.
https://open.spotify.com/album/1eF8vat0HGQHWYCmexghiY?si=KRWXG3vyRMGqUYfv9l5Bnw
Riccardo Muti (1941)
Riccardo Muti é um maestro italiano muito bem realizado na ópera, mas que rege a Sinfônica de Chicago, que faz pouca ópera. Também é um dos mais talentosos da atualidade. Muti tem um repertório vasto e é competente em todo ele.
- Modest Mussorgsky - Quadros de Uma Exposição - Com a Orquestra de Filadélfia
https://open.spotify.com/album/67kAhZb8fo6FplntTFqsV2?si=3ZTt8ygXR4eBNUJ6-wH2KQ
Daniel Barenboim (1942)
O argentino Daniel Barenboim é um dos músicos mais talentosos da atualidade. Pianista, já gravou as Sonatas de Beethoven umas 5 vezes (todas as 32). Trabalhou também com a Sinfônica de Chicago, mas hoje rege a Orquestra da Ópera de Berlim e a West-Eastern Divan Orchestra, que ele fundou com jovens músicos talentosos da Palestina e Israel. Judeu, luta pela causa palestina.
Gravações recomendadas
- Maurice Ravel - Daphnis et Chloé (Suíte Nº 2), Pavanne, Boléro e La Valse - Regendo a Orchestre de Paris
https://open.spotify.com/album/4iFMjQ9K032UvHJTjFAhvd?si=EbgwloVrQxWdVgc6yowIrg
Evgeny Mravinsky (1903 - 1988)
O russo Mravinsky era autoritário e conivente com o regime comunista, até onde eu sei. Quem o desobedecia ia para o Gulag na Sibéria. Mas foi um importante regente daquele país, onde fez estreia de várias obras de Shostakovich.
- Dmitri Shostakovich - Sinfonia Nº 5 - Com a Filarmônica de Leningrado
https://open.spotify.com/album/4n4zKOkzZSwuymCZ4XGxuk?si=ptLoPSF5R0-llscTt3VZaA
Evgeny Svetlanov (1928 - 2002)
Svetlanov era talentoso. Mas podia acertar em cheio ou errar feio. Como ele viveu para além da União Soviética, teve oportunidade de se tornar conhecido no ocidente, regendo, entre outras, a Sinfônica de Londres. Mas sua orquestra principal foi a Sinfônica Estatal da União Soviética.
- Sergei Rachmaninoff - Sinfonia Nº 2 e A Ilha dos Mortos - Com a Sinfônica Estatal Acadêmica
https://open.spotify.com/album/7pZ3p6xHYRWx2001UziVJm?si=F3cXBURjRdiB0QH0pRo68w
Yuri Temirkanov (1938)
Temirkanov é mais um importante maestro russo, titular da Filarmônica de São Petersburgo. Também tem uma saudável reputação no ocidente, regendo com frequência orquestras como a Sinfônica de Baltimore, a Royal Philharmonic de Londres e a Sinfônica Nacional Dinamarquesa. Aparece no documentário Nelson Freire.
- Sergei Rachmaninoff - Danças Sinfônicas e Rapsódia Sobre um Tema de Paganini - Com a Filarmônica de São Petersburgo e Dmitri Alexeev ao piano.
https://open.spotify.com/album/6V8ua27F71FzsmNA0xXZNR?si=MKKLqu_gSsWgKnMuWkhwpQ
Herbert Blomstedt (1927)
O sueco Blomstedt rege constantemente a Filarmônica de Berlim e é especialista em música escandinava, como Sibelius, Grieg, Nielsen e Berwald. Mas é um nome internacional, regendo também Beethoven, Schubert e Brahms.
- Carl Nielsen - Sinfonias Nº 4 "A Inextinguível" e Nº 5 - Com a Sinfônica de San Francisco
https://open.spotify.com/album/7p3NmADKnenuJu9A3pvRlj?si=spsXo-zyTR2AB0TLGqD6xg
Neeme Järvi (1937)
O pai do clã estoniano Järvi (dos filhos falarei em uma postagem sobre os maiores regentes da atualidade), Neeme tem gravações excepcionais com a Orquestra Real Nacional Escocesa, conjunto que ajudou a transformar em um muito respeitado. Rege também a Sinfônica de Gotemburgo e a Sinfônica Nacional Estoniana. E faz todas soarem extremamente bem. Gravou e grava muito.
- Igor Stravinsky - O Pássaro de Fogo / Anatoly Liadov - Kikimora, O Lago Encantado e Baba-Yaga - Regendo a Sinfônica de Londres
https://open.spotify.com/album/6FSIwXtUe3Dw1Idmy5UY9i?si=QqHX5M3QR0mdVaUgqdV9OQ
- Béla Bartók - Concerto para Orquestra / George Enescu - Rapsódias Romenas - Com a Orquestra Real Nacional Escocesa
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John Barbirolli (1899 - 1970)
Barbirolli foi, ao lado de Thomas Beecham e Adrian Bould (todos tinham "Sir" no nome, mas eu acho bobagem) um dos maestros ingleses mais importantes de meados do século XX. Regeu nos EUA, em Berlim, Viena e, principalmente em Londres. Em Manchester, resgatou da falência a Hallé Orchestra, com a qual gravou profusamente. Só que na época ela era meio ruim. Hoje é uma das grandes orquestras inglesas.
- Edward Elgar - Introdução e Allegro para Cordas, Serenata para Cordas em Mi menor / Ralph Vaughan Williams - Fantasia "Greensleeves" e Fantasia Thomas Tallis - Com a Sinfonia of London e o Quarteto Allegri
https://open.spotify.com/album/2pS2J5uHihljcuevwgEhB0?si=_arlshSdS2O77tX4UTaX2A
- Edward Elgar - Concerto para Violoncelo - Com Jacqueline Du Pré no violoncelo e a Sinfônica de Londres
https://open.spotify.com/album/5cP82ZEUSCSoHu5lp1t63F?si=Ocuvu5clQIiQTDFbYPOQ9A
Thomas Beecham (1879 - 1971)
Beecham era um típico quase lord inglês. Costumava conversar com o público nos concertos, fazer piadas e era extremamente carismático. Regeu principalmente a Filarmônica de Londres e a Royal Philharmonic. Foi o primeiro maestro britânico de reputação internacional. Regia ópera, música inglesa (especialmente Delius), Beethoven, Sibelius, Tchaikovsky etc.
- Frederick Delius - Brigg Fair e outras obras - Com a Royal Philharmonic
https://open.spotify.com/album/1C9lazROQL8T0rFS1HAGF0?si=xCLBDDyJRbabgF0UyizR0A
Leonard Bernstein (1918 - 1990)
Foi o mais talentoso maestro americano de sua geração. Era também pianista e compositor. O novo filme de Steven Spielberg, "Amor, Sublime Amor", é sobre um musical dele. Foi também um importante educador e fomentador de público nos Estados Unidos. Suas principais orquestras foram a Filarmônica de Nova Iorque, Filarmônica de Israel e Sinfônica de Boston. São famosas também as palestras que gravava explicando as obras do disco. Morreu no Edifício Dakota, aquele do John Lennon e de A Mão que Balança o Berço.
- Dmitri Shostakovich - Sinfonia Nº 5 - Com a Filarmônica de Nova Iorque
https://open.spotify.com/album/00d6wTUJHGsrxPmbETXGWm?si=9SatMQFEQcWYEb5sI2TQ1Q
- Antonin Dvořák - Sinfonia Nº 9 "Do Novo Mundo" - Regendo a Filarmônica de Nova Iorque
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Carlo Maria Giulini (1914 - 2004)
O italiano Giulini regeu no mundo inteiro. Suas orquestras principais foram a Sinfônica de Chicago, a Filarmônica de Los Angeles, a Sinfônica de Viena, a Filarmônica de Viena e a Orquestra do Teatro Scalla de Milão. Pacifista, foi mandado para a guerra, mas se recusou a atirar uma bala. Ficou escondido nos esgotos de Roma estudando a 4º Sinfonia de Brahms, obra que viria a reger com maior frequência na carreira.
- Johannes Brahms - Sinfonia Nº 4 - Com a Filarmônica de Viena
https://open.spotify.com/album/3UiMKuMaamot4HF1q7aP19?si=eOrMXzQZRbSF70SWAaPMaQ
- Claude Debussy - La Mer e Prelúdio para a Tarde de um Fauno / Maurice Ravel - Pavana para uma Infanta Morta e Ma Mère l'Oye - Com a Orquestra do Concertgebouw
https://open.spotify.com/album/49VNmq2OFjqMubXerpsPQs?si=3SCJIiT1QhOtmb4dxK5OCg
- Wolfgang Amadeus Mozart - Requiem - Conduzindo a Orquestra e o Coro Philharmonia
https://open.spotify.com/album/64F7HOQ1Vi04u9bbIkde7q?si=U2tWv3T_Tvm9Jzxt2Cwx-Q
Giuseppe Sinopoli (1945 - 2001)
Sinopoli morreu muito cedo, aos 56 anos, de um ataque do coração quando regia uma ópera. O italiano era considerado um talento nato tanto para ópera quanto para música sinfônica. Regeu principalmente a Philharmonia e a Orquestra do Staatskapelle de Dresden. Regia muito Mahler, Bruckner, Verdi e Wagner.
- Richard Wagner - Música Orquestral de Óperas - Com a Staatskapelle de Dresden
https://open.spotify.com/album/4tpRDswjJDyUMCqXkwrHAM?si=GFrfKHuRRSKHVjgIZexw2g
- Wolfgang Amadeus Mozart - Concerto para Flauta e Harpa e Sinfonia Concertante para Sopros - Com a Philharmonia e solistas
https://open.spotify.com/album/0CxK7EiWB5HFdEdSOzjaPZ?si=ky08XkrpSayk3Q8u5-nimQ
Karel Ančerl (1908 - 1973)
importantes regentes da escola tcheca. Especializou-se na música de seu país e na música moderna. Durante a II Guerra Mundial foi preso em um campo de concentração (Aushwitz), onde sua mulher e seu filho morreram. Em 1955 ele assumiu o cargo de titular da Filarmônica Tcheca, onde ficou até 1968, com a invasão da Tchecoslováquia pela União Soviética. Emigrou para o Canadá, onde foi o titular da Sinfônica de Toronto até sua morte.
- Igor Stravinsky - Petrushka - Com a Filarmônica Tcheca
https://open.spotify.com/album/2Hbtd1IeZdkpKpugvSGfEO?si=scfwHowSQPaH8eMCqpXTXA
- Antonin Dvořák - Requiem - Regendo a Filarmônica Tcheca
https://open.spotify.com/album/6LmdqQUBn1ZtHwcccemtl3?si=h0G8NTQfSXGB25Z9Xxoigg
Ferenc Fricsay (1914 - 1963)
Foi um húngaro que morreu cedo, também, de câncer no estômago. Se tivesse vivido mais, seria um dos maiores nomes da música recente, pois trocava tudo com extrema precisão e elegância. Especialista em Bartók e Kodály, mas também em Mozart e Beethoven. Sua orquestra era a da Rádio de Berlim (RIAS), mas regeu muito a Filarmônica de Berlim.
- Béla Bartók - Os 3 Concertos para Piano - Com a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin e Geza Anda ao piano.
José Serebrier (1938)
Regente e compositor uruguaio, Serebrier tem uma carreira reputadíssima, trabalhando com orquestras americanas, como a Sinfônica da América e a Sifônica de Pittsburgh, além de orquestras europeias, como a Royal Philharmonic, a Philharmonia e a Orquestra de Câmara Escocesa. Suas interpretações de Dvořák são muito respeitadas.
- Antonin Dvořák - Sinfonias Nº 3 e Nº 6 - Com a Sinfônica de Bournemouth
Carlos Païta (1932 - 2015)
O argentino Carlos Païta foi um dos grandes, também, com um repertório muito vasto e tendo trabalhado com grandes orquestras. Nascido em Buenos Aires de um pai húngaro e de uma mãe italiana, logo cedo assistiu a ensaios de Furtwängler no Teatro Colón, interessando-se desde então pela regência. E foi no Teatro Colón (a ópera de Buenos Aires) que começou a carreira. Regeu também a Sinfônica de Houston e a Sinfônica de Londres.
- Hector Berlioz - Sinfonia Fantástica - Com a Sinfônica de Londres
https://open.spotify.com/album/0iYWdp0FrwIIgICJKhKfkA?si=G17fiOGQQ_CJE2hZQ-H1Zw
Václav Neumann (1920 - 1995)
Mais um regente tcheco de extrema importância. Ocorre que na República Tcheca eles têm a Filarmônica Tcheca, que acaba fomentando a música clássica e os talentos de lá. Foi diretor da Gewandhaus de Leipzig e da Ópera de Leipzig, e da Filarmônica Tcheca, esta por mais de 2 décadas. Regeu muita ópera, música tcheca e ópera tcheca.
- Bedřich Smetana - Minha Pátria - Com a Gewandhaus de Leipzig
https://open.spotify.com/album/3H4BJChRZsYr5u8TbUJVJs?si=AktDN7-RStCXIHjS2G7SIw
- Antonin Dvořák - Concerto para Violoncelo - Com Julian Lloyd Weber e a Filarmônica Tcheca / Edward Elgar - Concerto para Violoncelo - Com Julian Lloyd Weber e a Royal Philharmonic
Igor Markevitch (1912 - 1983)
Igor Markevich é considerado um gênio russo (de fato, ucraniano). Gostava de música moderna e regeu as maiores orquestras do mundo, a principal sendo a Orquestra Lamoureux, de Paris.
- Pyotr Tchaikovsky - Sinfonia Nº 6 "Pathétique" - Com a Filarmônica de Berlim
https://open.spotify.com/album/1gqFX5hHIHaRXoJs631EnW?si=MCBy4fGpTkyygDXgOOt9Lw
Erich Kleiber (1890 - 1956)
Erich regeu na Argentina, no Teatro Colón. O vienense era respeitadíssimo, tocando Mahler, Beethoven e música moderna. Foi um dos regentes germânicos que não aceitaram o regime nazista, preferindo migrar.
- Ludwig van Beethoven - Sinfonias Nº 3 "Eroica" e Nº 5 - Com a Orquestra do Concertgebouw
https://open.spotify.com/album/5R0xJXV51SeZg7Kv9rwrcn?si=KAknjzkrQI2veuGldYuINg
Carlos Kleiber (1930 - 2004)
Filho de Erich, Carlos regia pouco, e principalmente ópera, como seu pai. É lendário por causa de um disco, e não é de ópera. Trata-se da 5ª e da 7ª Sinfonias de Beethoven. Também regia Brahms. Trabalhou com a Sinfônica do Estado Bávaro e com a Filarmônica de Viena.
- Ludwig van Beethoven - Sinfonias Nos. 5 e 7 - Com a Filarmônica de Viena
https://open.spotify.com/album/6eOuqhCfrTPp1H0YbQ9PmL?si=UNjI8l6uSMKXTgYMgunqvA
- Antonin Dvořák - Concerto para Piano - Com Sviatoslav Richter e a Orquestra do Estado Bávaro
https://open.spotify.com/album/6ra82l7VUPydA97q3ixBKq?si=Ev6FHxRqRpaxa9-vali5Ww
Bruno Walter (1876 - 1962)
Tendo começado sua carreira no século XIX e chegado a fazer gravações em estéreo, Walter é a prova de como a música soava antes da era gravada. Suas interpretações são, de certa forma, austeras, mas muito respeitosas à música. Regeu orquestras como a do Gewandhaus de Leipzig, a Filarmônica de Nova Iorque, a Ópera do Estado Bávaro, a Ópera Estatal de Viena e muitas outras. Walter era amigo e assistente de Mahler, suas gravações do compositor são referência.
- Gustav Mahler - Sinfonia Nº 9 - Com a Columbia Symphony Orchestra
https://open.spotify.com/album/4f2vAkQMFmayps1sUzUzar?si=B8pqjjCYRmihucIAS3TBdw
Pierre Monteux (1875 - 1964)
Outro do século XIX que chegou a gravar em estéreo, Monteux é consagrado por ter regido a estréia da Sagração da Primavera, de Stravinsky; de Daphnis et Chloé, de Ravel; de Jeux, de Debussy e de tantas peças modernas, quando trabalhava com os Ballets Russes. Depois foi para os Estados Unidos, onde regeu a Sinfônica de Boston e a de Chicago.
- César Franck - Sinfonia em Ré menor - Com a Sinfônica de Chicago
https://open.spotify.com/album/5jjcKu7AXnx4Dr8MtxMHmC?si=jxEg4nRESlqm5O12if7EIw
- Igor Stravinsky - A Sagração da Primavera - com a Sinfônica de Boston
https://open.spotify.com/album/2pFq0zeE0WchpawxuWlVMV?si=90hv1gFPQ2qgxQd9jRP84Q
Mariss Jansons (1943 - 2019)
Jansons é um dos meus regentes favoritos. Gravou muito, e muito repertório repetido. Às vezes mudava de orquestra e regravava tudo de novo e ainda repetia obras. Parte disso se deve ao fato de que duas das suas principais orquestras, a da Rádio Bávara e a do Concertgebouw, faziam transmissão por rádio dos concertos. E essas transmissões eram gravadas. Ele era muito versátil, regia Beethoven, Brahms, Richard Strauss, Stravinsky e música contemporânea. Era o titular, também, da Filarmônica de São Petersburgo, na cidade onde morreu.
- Camille Saint-Saëns - Sinfonia Nº 3 "Com Órgão" - Com a Orquestra da Rádio Bávara e Iveta Apkalna, ao órgão
https://open.spotify.com/album/4XDQNEslaf6OmImLkVb6m5?si=vmFk05doQ9icJ5IP8zih-g
- Antonin Dvořák - Concerto para Violoncelo / Pyotr Tchaikovsky - Variações Rococó - Com Truls Mørk e a Filarmônica de Oslo
https://open.spotify.com/album/7AMkC9uI8IzPggRX6c4cES?si=VDAUllJrRUWE-jl7dL73xg
Fritz Reiner (1888 - 1963)
Era um alemão austero. Levou a Sinfônica de Chicago ao patamar das Big Five americanas. Foi professor de Bernstein. Gravou muito Beethoven, Richard Strauss, música russa e como acompanhante (de Emil Gilels a Van Cliburn).
- Ludwig van Beethoven - Sinfonia Nº 5 - Sinfônica de Chicago
https://open.spotify.com/album/4rAKCqVZ3t20EycqXb0Pi3?si=SSpXaTwnQBiydQD0oq08lw
- Richard Strauss - Don Quixote - Com a Sinfônica de Pittsburgh e Frederick Stock
https://open.spotify.com/album/3m6MgOp917VyDFrFGqWYwZ?si=sBcSex5pShKnB6IMrmtImA
Jiří Bělohlávek (1946 - 2017)
Outro importante maestro tcheco, trabalhou com a Sinfônica de Praga por vários anos. Regeu também a Filarmônica Tcheca, mas saiu por causa de desavenças. Foi o principal diretor convidado da Orquestra Sinfônica da BBC.
- Leoš Janáček - Glagolitic Mass, Sinfonietta e Taras Bulba - Com a Filarmônica Tcheca
https://open.spotify.com/album/4A8df1zINOngqQ35osLiP5?si=4_3rQjLWSy64UWv4o6F4DA
Leopold Stokowski (1882 - 1977)
Stokowsky era um dos regentes mais populares dos Estados Unidos. Era britânico. Transformou a Orquestra de Filadélfia em um conjunto excelente, participando do filme Fantasia, de Walt Disney. Além disso, aparecia em filmes comerciais interpretando a si mesmo. Era uma celebridade. Como regente, gostava de mexer na orquestração e de fazer orquestrações novas para peças para telado. Como a Toccata e Fuga em Ré Menor, de JS Bach e Quadros de Uma Exposição, de Mussorgsky.
- Álbum Fantasia, com peças de JS Bach, Tchaikovsky, Beethoven, Stravinsky, Dukas e Mussorgsky - Com a Orquestra de Filadélfia
https://open.spotify.com/album/6yiERKWqeJIEC9OQzhyRcu?si=nTkrcsR2TMWBlkqszZ97lQ
Eugene Ormandy (1899 - 1985)
Sucedeu Stokowski na Orquestra de Filadélfia, gravando com Sergei Rachmaninoff alguns concertos para piano deste. Praticamente só gravava com a Filadélfia. Alguns críticos o consideram superficial, buscando apenas sonoridades suntuosas ou sensuais. Mas era extremamente talentoso.
- Antonin Dvořák - Sinfonia Nº 9 "Do Novo Mundo" - Regendo a Sinfônica de Londres
https://open.spotify.com/album/5fvrOHIhLYMVlOY9Yxjj3m?si=Ldu_frRYShedBIuznQadag
Iván Fischer (1951)
Um dos regentes húngaros de maior sucesso da sua geração, fundou a Orquestra Festival de Budapeste, que se tornou rapidamente um dos conjuntos mais refinados do mundo. É especialista em Mahler. Rege no mundo todo, frequentemente estando com a Filarmônica de Berlim.
- Gustav Mahler - Sinfonia Nº 5 - Com a Orquestra Festival de Budapest
https://open.spotify.com/album/59j8vpevjEm1naHQlq4k6g?si=UJo4VcgyQ7qyiO8r_FLrXQ